O título desse post é literalmente o oposto do título de um texto de um querido amigo que mora em Israel.
No post dele ele fala sobre o preconceito em Israel, de que forma ele aparece nesse país tão pequeno, mas cheio de contradições.
Faz três anos que eu me mudei para o Canadá e esse país não deixa de ter seus próprios preconceitos e problemas. Você deve estar se perguntando como que um país com tantos imigrantes e tanta diversidade pode ser preconceituoso. Pois é, eles existe e aparece das maneiras mais diversas e nos momentos mais supreendentes.
Um dos assuntos mais discutidos aqui no Canadá é o desejo separatista de Quebec, por muitos anos os franceses têm tentado tornar a província de Quebec em um país. Eles já chegaram perto de conseguir algumas vezes, mas nunca obtiveram sucesso.
Por esse motivo, os canadenses ingleses e os canadenses franceses não se bicam muito. Existe uma rivalidade enorme entre eles (os franceses detestam os ingleses e os ingleses não gostam da arrogância francesa). Isso tudo resulta em muito preconceito e discussões acaloradas. Se vocês quiserem ver um pouco dessa rivalidade, assistam a um filme canadense chamado Bon Cop, Bad Cop.
Como se esse problemão já não bastasse os imigrantes olham torto para as pessoas que eles chamam de "white". D´s te livre ser chamado de " white" ou "pure cake" (que é aquele canadense cuja família já está no Canadá há MUUUUUITAS gerações). Segundo meu namorado (canadense há 1 geração, os pais dele são portugueses) "white" é aquele canadense que tem medo de tocar nos filhos (vai saber se é apropriado, então é melhor evitar), vai a casamentos que terminam às 10 da noite, assim que a temperatura sobe para 10 graus ele usa shorts com um sweater, nao bate nos seus filhos por medo de ser denunciado à polícia, well, you get the picture...são as pessoas completamente assimiladas.
Os canadenses em contrapartida, usam a expressão "fresh out of the boat", que é o oposto de um "cake", são os imigrantes recém-chegados ao Canadá, são as pessoas que mal falam Inglês, que batem nos seus filhos em público e não entendem os olhares aturdidos das pessoas na rua, ou seja, ainda agem como se estivessem em seu país de origem. Descrever alguém assim não é um "compliment", podem acreditar.
Várias vezes já passei por situações em que as pessoas descreviam alguém como "branco" e eu protestei dizendo que também sou branca (não é difícil perceber, meu pai me chama de "branca escritório") e a resposta que eu recebi (estarrecida) foi "No way, you´re South American". Eu dou risada e só para irritar digo que existem South Americans de todas as cores e formas...
O Canadá tem uma província chamada "Newfoundland" que fica no Leste do país e cuja principal fonte de renda é a pescaria. Sua população é formada por pescadores simples que usam um dialeto popularmente conhecido como "newfie". É um ingês com um sotaque fortíssimo que mal se entende (assista a esse comercial do Nissan X-Trail para ver o sotaque). Os newfies são os portugueses dos canadenses, existem inúmeras piadas sobre eles, o típico estereótipo de um "newfie" é um homem branquelo, barbudo, que bebe MUITO, lento e abobalhado.
Como vocês podem ver, o que não falta aqui é preconceito e estereótipos, mas tudo sempre por baixo do pano porque na superfície o canadense é sempre politicamente correto.
15.8.08
13.8.08
Punta Cana Pics
10.8.08
5 anos depois
Ontem, Sabado, dia 9 de Agosto fez 5 anos que a minha vida mudou completamente. Foi exatamente num sabado, um dia antes do dia dos pais e do aniversario da minha irma que a bolha cor de rosa que me envolvia se rompeu e eu passei a ver as cores verdadeiras do universo ao meu redor. Como toda mudanca, houve muita dor, mas eu cresci e me transformei numa outra pessoa, gosto de acreditar que me transformei numa pessoa melhor.
Todo dia 9 de Agosto me lembro do dia "D" da minha vida, esse ano refleti ainda mais e fiz uma prece agradecendo todas as coisas e pessoas que conquistei desde esse evento.
Boa semana pra voces.
Todo dia 9 de Agosto me lembro do dia "D" da minha vida, esse ano refleti ainda mais e fiz uma prece agradecendo todas as coisas e pessoas que conquistei desde esse evento.
Boa semana pra voces.
9.8.08
"Comer, rezar e amar"

Como prometido, vim falar sobre esse livro que peguei emprestado da Flávia algumas semanas atrás. Ela me fez prometer que só iria lê-lo quando estivesse na República Dominicana.
Esse livro veio parar nas minhas mãos na hora perfeita. Eu saí de férias sozinha a procura de mar, solitude, relaxamento, sol, pina coladas e respostas.
A autora desse livro foi muito mais hard core que eu e viajou para lugares mais exóticos e conviveu com pessoas muito mais sábias do que eu, mas adorei acompanhar cada minuto da trajetória dela.
O livro é dividido em três partes, ela vai para a Itália, Índia e Indonésia e nesses lugares ela descobre o prazer, a religião e o amor. As pessoas que ela vai conhecendo vão mostrando a ela como existem diferentes maneiras de ser feliz e de ver o mundo.
Elizabeth Gilbert escreve com ternura, com delicadeza. A brisa do mar do Caribe só enalteceu ainda mais a minha experiência.
Em um dos meus telefonemas com a minha mãe enquanto eu estava em Punta Cana ela me disse que havia comprado alguns livros novos para mim. Dos 5 que ela citou 3 eu já havia lido e entre eles estava esse livro da Elizabeth Gilbert.
Imagino então que esse livro também seja um sucesso aí no Brasil. Se você estiver a procura de um novo livro para uma leitura gostosa, give this book a try!
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